quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Agosto,08/2007

Confira um pouco da cerimônia que marcou o inicio da contagem regressiva para Pequim 2008



Luis Roberto fala sobre as perspectivas para Pequim


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Atletas parapan-americanos se preparam para competições


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Parapan: Nuzman convoca população

Presidente do COB afirma que comitê está empenhado na realização do evento


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Parapan: atletas chegam à Vila

Clodoaldo, uma das maiores esperanças de medalhas para o Brasil, já está hospedado

Alguns dirigentes da delegação brasileira começaram a se hospedar na Vila na segunda-feira, mas somente nesta terça é que os atletas chegaram. O nadador Clodoaldo Silva, maior esperança de medalhas de ouro na competição, já está na Vila. Esta é a primeira vez que o evento é realizado na mesma cidade do Pan.

Também nesta terça acontece o show 'Somos todos brasileiros', no ginásio do Maracanãzinho. O evento tem como objetivo afirmar a cidadania das pessoas com deficiência.

Revezamento da tocha

Assim como acontece no Pan, também haverá uma revezemaneto da tocha no Parapan. Ao todo, 50 atletas paraolímpicos conduzirão a chama. A tocha será acesa no dia 11, às 10h, no Fogo da Pátria, no Aterro do Flamengo. E no dia seguinte segue para a Arena Multiuso, onde acontece a cerimônia de abertura.

Ao todo, 1.300 atletas de 25 países disputarão o Parapan. Pelo Brasil serão 238 esportistas paraolímpicos que brigarão por medalhas entre os dias 12 e 19 de agosto.
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Parapan é próximo desafio do Rio

Terceira edição oficial dos Jogos para deficientes traz à cidade cerca de 1.300 atletas.



O Rio de Janeiro mal se despede do maior evento esportivo das Américas, o 15º Pan, e já se estrutura para receber mais atletas, dessa vez para os Jogos Parapan-Americanos, de 12 a 19 de agosto. Pela primeira vez, os dois Jogos serão na mesma cidade, em datas próximas e organizados pelo mesmo comitê. O pontapé inicial será em uma bela cerimônia no dia 12, na Arena Multiuso, instalação usada para as competições de ginástica e basquete no Pan.

Tudo pronto para o ParaPan Rio 2007:

Reunindo cerca de 1.300 atletas e mais 700 membros oficiais das delegações, o Parapan engloba dez esportes, e, em sua terceira edição oficial sancionada pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), promete trazer muitas quebras de recordes com a melhora sensível no nível dos atletas nos últimos anos. De acordo com o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), desde as Paraolimpíadas de Atenas, em que os brasileiros tiveram excelente atuação, a qualidade dos esportes para atletas com deficiência tem aumentado visivelmente e muitos têm deixado de lado o amadorismo em busca de boas marcas como profissionais.

As instalações

Vila Pan-Americana tem apartamentos adaptados para melhor atender os atletas do ParapanA exemplo dos Jogos Paraolímpicos, nesta edição serão utilizadas as mesmas instalações do Pan, inclusive a Vila onde se hospedaram os atletas. As delegações começam a ocupar os apartamentos no dia 07 de agosto. De acordo com o CO-Rio, há apartamentos feitos especialmente para cadeirantes, com portas mais largas, privadas mais elevadas e barras de apoio nos banheiros. Além disso, no cyber café há sinalização sonora para cegos e todos os elevadores têm inscrições em braile.

As sedes esportivas, segundo o CO-Rio, já foram construídas de acordo com as normas de acessibilidade, com rampas para todas as áreas e passagens amplas para facilitar a locomoção de cadeirantes e muletantes. O CPB informa que serão realizadas apenas adaptações para as modalidades, como a colocação de barreiras nas laterais do campo do futebol para cinco, em que os jogadores são cegos, para que a bola não saia e o rebaixamento da rede de vôlei até o chão, para a modalidade jogada sentada.

As modalidades

São apenas dez as modalidades que compõem os Jogos Parapan-Americanos. São elas:
- atletismo
- natação
- halterofilismo
- tênis de mesa
- futebol de sete (para paralisados cerebrais)
- futebol de cinco (para cegos)
- tênis em cadeira de rodas
- basquetebol em cadeira de rodas
- voleibol sentado
- judô


Histórico dos Parapan

Os primeiros Jogos Parapan-Americanos oficiais foram realizados em 1999, na Cidade do México. Antes disso, aconteceram outros jogos que também foram chamados pelo mesmo nome, porém eram separados por deficiência. Existia um Parapan-Americano para cada tipo de deficiência: atletas em cadeira de rodas, cegos com paralisia cerebral, etc. Nos Jogos de 1999, foi a primeira vez em que as deficiências foram reunidas em um único jogo e também foi o primeiro evento realizado após a criação do Comitê Paraolímpico das Américas (APC), em 1997. Por isso, ele é considerado o primeiro Parapan-Americano.


1999 – Cidade do México (MEX)
Dezoito países participaram dos Jogos: Brasil, México, Argentina, Barbados, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, El Salvador, Estados Unidos, Honduras, Jamaica, Panamá, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.

2003 – Mar Del Plata (ARG)
Foram quatorze países participantes: México, Brasil, Argentina, Venezuela, Canadá, Estados Unidos, Colômbia, Uruguai, Costa Rica, Peru, Cuba, Chile, Equador e Bolívia.


O Brasil nos Jogos Parapan-Americanos

Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking das Américas (atrás apenas do Canadá e dos Estados Unidos) e no Parapan do Rio vai lutar por vagas nas Paraolimpíadas de Pequim.

1999 – Cidade do México:
O Brasil ficou em segundo no quadro de medalhas, atrás do México, com 212 medalhas: 107 ouros, 69 pratas e 36 bronzes e quebrou cinco recordes mundiais - todos na natação. O nadador brasileiro Luis Silva foi eleito o melhor atleta dos Jogos.

2003 – Mar Del Plata:
O Brasil ficou novamente em 2º lugar, também atrás do México, com 165 medalhas: 80 de ouro, 53 de prata e 31 de bronze.

2007 – Rio de Janeiro:
A delegação que representa o Brasil tem 360 pessoas (cerca de 240 atletas e 80 membros oficiais). O país tem representantes em todas as modalidades.

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Parapan: roda na quadra e olho em Pequim

Brasileiros do basquete querem um lugar no pódio, que garante vaga na Paraolimpíada

Seleção feminina reconhece a força de EUA e Canadá, e sonha ficar com o bronze.

Entre as modalidades que fazem parte do calendário dos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, certamente o basquetebol em cadeira de rodas é uma das que mais chamarão a atenção do torcedor. Não apenas pela plasticidade das jogadas executadas pelos atletas, mas, principalmente, pelo alto nível técnico da competição. No masculino, nada menos do que o campeão mundial e o vice, Canadá e EUA, estarão na Arena Multiuso com suas equipes principais.

Ainda em crescimento no cenário mundial, o Brasil conta com o fato de jogar em casa para alcançar suas metas, muito bem estabelecidas pelas comissões técnicas. Cientes da força dos americanos, os brasileiros têm como primeiro objetivo garantirem uma vaga nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, e, conseqüentemente, subirem ao pódio.

- Estamos treinando intensamente, e lógico que queremos o ouro. Acreditamos que podemos chegar à final. No entanto, não vamos deixar de lado a vaga paraolímpica. Sabemos da força de Canadá e EUA, que já se classificaram para Pequim, por terem feito a decisão do último Mundial, e deixaram aberta apenas mais uma vaga para as Américas. Esta vaga que queremos. Historicamente, a briga direta é com o México, mas Porto Rico vem com um time forte, que precisamos respeitar - diz o coordenador técnico da seleção masculina, Paulo Jatobá, que analisa os times canadense e americano.



Pivô Írio é destaque no masculino


Há seis anos, o Canadá não perde para ninguém. Eles ganharam a Paraolimpíada, o Mundial e são muito fortes. Apesar disso, nosso grupo tem treinado muito bem, e eu acredito que podemos surpreender. Contra os EUA, tudo pode acontecer. Levamos para a prorrogação os últimos jogos contra eles e saímos derrotados. Em casa, é uma hora boa para vencer.
Menos experiente, a seleção feminina apostou na base formada pelo time All Star Rodas, do Pará, para chegar ao pódio.
- Estamos conscientes que EUA e Canadá estão um degrau acima. Nosso foco está na vaga para os Jogos Paraolímpicos. Até o quarto colocado se garante na competição, mas queremos mesmo é o bronze. México, Argentina e El Salvador vêm com bons times e merecem todo o respeito - analisa o coordenador Maurício Lemos.

Os jogos da competição de basquete acontecem entre os dias 13 e 18 de agosto, na Arena Multiuso.

Entenda a modalidade

O basquetebol em cadeira de rodas é praticado por atletas que tenham alguma deficiência físico-motora. Apesar de contar com as mesmas regras, dimensões da quadra e altura da cesta do basquete convencional, a modalidade tem algumas adaptações, como as cadeiras especiais, com padrões previstos na regra, e a limitação de apenas dois toques na cadeira entre quiques, passes ou arremessos.

Cada atleta recebe uma classifição funcional de acordo com seu comprometimento físico, que vai de 1 a 4,5, sendo que quanto menor for a lesão, maior é a pontuação. Somados todos os atletas, cada equipe pode ter, no máximo, 14 pontos em quadra.

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Parapan: contagem regressiva para atletas


Rosinha e André Brasil estão ansiosos com a disputa da competição no Rio de Janeiro
A ansiedade é grande e eles garantem que não há mais tempo para treinar ou se preparar, a hora já chegou. A poucos dias para o início dos Jogos Parapan-Americanos, que começam no dia 12, os atletas mostram um nervosismo maior e não vêem a hora de competir.
- Durmo falando o nome da mexicana Catarina, que é muito minha amiga, mas é a minha maior adversária no arremesso. Agora não temos mais nada a fazer, só esperar mesmo. Já fizemos a nossa parte – brinca Rosinha dos Santos, uma grande esperança de medalha para o Brasil no atletismo. Ela compete pela categoria F58, e é amputada da perna esquerda.
Os brasileiros entram na Vila Pan-Americana nesta terça-feira. Mas antes de se hospedarem no local, alguns atletas já estão reunidos em um Centro de Treinamento, em Resende, e 11 meninas do atletismo dividem o mesmo quarto. Uma das veteranas da delegação, Rosinha, aproveita a reunião para tentar passar um pouco de sua experiência para não deixar o clima tenso.
- Estamos todas ansiosas para os Jogos, mas procuramos manter o clima de descontração. Rimos muito e fazemos muitas brincadeiras - afirma Rosinha.
Já o estreante na competição, o nadador André Brasil, não consegue esconder a ansiedade. Ele é uma das grandes potências do esporte paraolímpico e uma esperança de medalha para o Brasil. André irá disputar sete provas individuais e dois revezamentos. E assim como a mãe de Thiago Pereira, a do André também preparou uma torcida organizada.
- A minha família já se organizou para os Jogos e como eles moram no Rio de Janeiro fica mais fácil. Eles assistirão a todas as provas e fizeram faixas e camisetas para me incentivar nas piscinas. Não vou querer fazer feio na frente deles - diz André.

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Parapan: apesar das vaias, Lula vem ao Rio

Ministro dos Esportes afirma que o presidente mostrou interesse em acompanhar os Jogos.
As vaias na cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos, no Maracanã, não devem impedir o presidente Lula de participar do Parapan. Em coletiva de imprensa para apresentar a competição, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirmou que o presidente mostrou interesse em marcar presença nos Jogos, que serão realizados de 12 a 19 de agosto.
- Vaias são coisa do passado. É uma página virada. O presidente ficou satisfeito com o sucesso dos Jogos Pan-Americanos. O que marcou a competição foi o sucesso das instalações, os recordes quebrados, a conquista de medalhas. A manifestação da torcida é parte do passado - disse o ministro.
Segundo Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico das Américas (APC), o regulamento da competição diz que se o presidente não puder estar presente da na abertura dos Jogos, o governador do estado pode representá-lo. Porém, até então, não está definida a autoridade que assumirá esse papel.

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